segunda-feira, 7 de novembro de 2011

TI Verde - Empresas

Quatro exemplos reais de TI verde em grandes empresas brasileiras
Empresas como Banco Real, Unilever, Cemig e Fleury já contam com iniciativas para tornar a gestão de tecnologia mais ecológica.

O caso Cemig
A Cemig, uma das maiores geradoras e distribuidoras de energia elétrica do país, tornou-se a primeira companhia brasileira a alcançar o topo do índice da bolsa em seu setor, que reúne 11 prestadoras de serviços públicos, como energia elétrica e saneamento. Uma das dezenas de iniciativas da companhia na área ambiental é a distribuição de placas de energia solar.
Em 2006, a empresa instalou 1.280 placas que convertem energia solar em eletricidade na zona rural de Minas Gerais e, dessa forma, conseguiu levar energia elétrica para os vilarejos mais distantes sem custo para o consumidor.
Para tentar aplicar e gerir as iniciativas de sustentabilidade em todas as pontas de suas operações, a orientação da Cemig é de que cada diretor e gerente seja responsável por identificar as iniciativas verdes dentro de suas áreas. “Essa responsabilidade consta na descrição de funções de cada executivo aqui dentro”, diz Ricardo Prata, gerente da área de responsabilidade ambiental e social da Cemig.
Na esteira da política de racionalização de energia de toda a empresa, a área de TI substituiu a iluminação de mercúrio por lâmpadas de sódio, que é mais eficiente. A empresa não tem a medição da economia alcançada no data center, mas na iluminação pública, 58 mil pontos substituídos por sódio contabilizaram a economia de 18 mil MW/h em um ano.

TI Verde: Banco Real e Unilever
O caso da Cemig exemplifica bem o que vem acontecendo com a tecnologia das empresas mais ecologicamente engajadas do país. A área de TI adota medidas sustentáveis como reflexo da política corporativa.
“É cedo para falar em se ter um plano de governança em TI verde. As empresas ainda estão investigando o que pode ser feito nessa área”, diz Carlos Eduardo Corrêa da Fonseca, diretor de tecnologia da Febraban e executivo do Banco Real.
“Estamos com um programa global de levantamento de informações sobre a operação, os procedimentos e o consumo da área de TI pra montar uma política consistente de TI Verde. O Brasil está em sintonia com o que acontece no mundo, nesse aspecto. Este é o período de levantamento de dados em todas as operações dos 150 países em que estamos presentes”, diz Gonzalo Esposto, vice-presidente de TI Global Services para as Américas da Unilever.
Mas se TI Verde ainda é um braço da política de sustentabilidade das empresas, isso não quer dizer que as iniciativas que já existem não tenham reflexos importantes.
No Banco Real, o projeto batizado de Blade PC, de substituição de computadores, gerou economia de 62% de consumo de energia elétrica e de 75% de ar condicionado.
“A economia financeira projetada para o período de quatro anos, apenas para as operações de mesa e tesouraria do banco, é de 335,7 mil dólares”, diz Sérgio Constantini, CIO do Banco Real.
Na própria Unilever, empresa que investe em sustentabilidade há mais de dez anos, o programa de consolidação do parque de impressoras reduziu o número de equipamentos em 60% “Não temos os números fechados ainda, mas posso afirmar que o volume de impressão caiu drasticamente”, diz Esposto.

TI Verde - Meio ambiente

A cada dia cresce a pressão para que as empresas, a despeito de porte ou área de atuação, sejam sustentáveis, combinando crescimento com responsabilidade social e preservação do meio ambiente. Neste cenário, precisam atender a critérios de eficiência ambiental em suas diferentes esferas de interesse e atuação. A tendência é extensível a certos segmentos que não costumam ser associados à primeira vista com tais preocupações, como o de Tecnologia da Informação. Definido como um conjunto de atividades desenvolvidas pelo uso intensivo da computação, este segmento é, hoje, um dos grandes responsáveis pelo consumo de recursos naturais e pela emissão de gases causadores do efeito estufa.

Visando regular o consumo exagerado de recursos naturais pelo setor de informática e minimizar os respectivos impactos ambientais, surgiu a iniciativa TI Verde, para favorecer o uso responsável dos bens comuns, aliando a preservação do meio ambiente à redução de custos de produção, aspecto essencial à adoção de boas práticas de gestão pelas corporações. A TI Verde consiste na adoção de práticas eco-eficientes: desde a fabricação dos equipamentos à aquisição de produtos e serviços e à gestão responsável do uso de toda a estrutura de TI, o que envolve a adequação de infra-estrutura e a disposição adequada do lixo eletrônico - o chamado e-lixo.

A operacionalização das práticas de TI Verde deve envolver diferentes níveis em cada empresa, desde o mais superficial - como o desligamento de equipamentos ociosos, o uso de lâmpadas fluorescentes e a climatização adequada dos ambientes - a aspectos mais complexos, como alterações na infra-estrutura da rede elétrica, de refrigeração e a adequação de data centers.

É claro que ninguém se opõe a salvar o planeta, mas o processo de implantação da TI Verde, como qualquer outro sistema de gestão, também sofre resistências. A questão envolve um intenso trabalho de conscientização dos colaboradores em cada empresa envolvida para que prestigiem o programa, assim como pessoal capacitado, com visão sócio-ambiental. E, principalmente, o envolvimento da alta direção, fator fundamental à sustentação das boas práticas.

Além de colocar em movimento as práticas eco-eficientes referidas acima, a empresa interessada na obtenção do Selo TI Verde precisa atender também a critérios estabelecidos previamente, os quais serão verificados por uma instituição credenciada. A obtenção do Selo significa não apenas ganhos de imagem para a empresa certificada e um grande passo rumo à sustentabilidade dos negócios. Mais do que isso, é o testemunho de que crescimento, inovação tecnológica e respeito ao meio ambiente podem (e devem) caminhar juntos.

TI Verde - O que é?

Conceito
Área da tecnologia da informação(TI) que liga sustentabilidade a utilização dos recursos computacionais com objetivo de reduzir o consumo de eletricidade, matéria-prima (Papéis, Tintas, Toners) e a emissão do Dióxido de Carbono , bem como, o tratamento e encaminhamento do lixo eletrônico visando reduzir ao máximo os impactos gerados no meio ambiente.

Administração e Uso
Trata de como uma empresa utiliza e gerencia seus equipamentos da área de TI. Isso abrange tanto a compracional, reduzindo custos com infraestrutura, mão de obra especializada, licença de softwares e eliminação de desperdícios com hardware ocioso.

Descarte Inteligente
É a maneira correta de se desfazer de equipamentos, cuidando para que eles não sejam simplesmente jogados em aterros sanitário comuns, onde, em consequências das substâncias químicas contidas pode haver risco de contaminação do solo e da água, sendo encaminhado para a reciclagem ou doação dos equipamentos assim que estiver encerrada sua vida útil.

Pirataria - Pirataria de Software

A pirataria de software refere-se a práticas que envolvem cópias de software não autorizadas. Muitos países têm leis de combate à pirataria, mas a aplicação dessas leis pode variar. O estudo global sobre pirataria de 2002 da Business Software Alliance relata que dois entre cada cinco aplicativos de software de empresas em uso, no mundo todo, não têm licença ou são roubados. Em alguns países ou regiões, até nove de cada dez aplicativos de software de empresas em uso não têm licença ou são roubados. Quando um consumidor decide usar uma cópia não autorizada de um programa de software, ele perde seu direito ao suporte, à documentação, às garantias e às atualizações periódicas fornecidas pelo fabricante do software. Além disso, software pirata pode conter vírus com potencial para danificar o disco rígido do cliente e o seu conteúdo. Finalmente, se o software for copiado ilegalmente na empresa, o próprio cliente e a empresa em que ele trabalha estarão se expondo a risco legal por piratear um programa protegido por leis de direitos autorais.

Leis existentes e propostas
Na maioria dos países, os direitos dos programas não excedem qualquer período de vida útil que pode ter um programa, em geral 70 anos. Os computadores mais antigos do mundo ainda em atividade têm menos de 40 anos de existência. As mudanças, sistemas operacionais, ambientes de rede, fazem com que os softwares se tornem obsoletos muito antes de decorridos 70 anos.
A lei no Brasil considera a pirataria como crime, estando sujeita às sanções previstas na Lei 10.695, de 01/07/2003.

Pirataria - O que é?

 A pirataria se refere ao desrespeito aos contratos e convenções internacionais onde ocorre cópia, venda ou distribuição de material sem o pagamento dos direitos autorais, de marca e ainda de propriedade intelectual e de indústria. Os casos mais conhecidos são as cópias de produtos (falsificação), quer pelo uso indevido de marca ou imagem, com infração à legislação que protege a propriedade artística, intelectual, comercial e/ou industrial.