Quatro exemplos reais de TI verde em grandes empresas brasileiras
Empresas como Banco Real, Unilever, Cemig e Fleury já contam com iniciativas para tornar a gestão de tecnologia mais ecológica.
O caso Cemig
A Cemig, uma das maiores geradoras e distribuidoras de energia elétrica do país, tornou-se a primeira companhia brasileira a alcançar o topo do índice da bolsa em seu setor, que reúne 11 prestadoras de serviços públicos, como energia elétrica e saneamento. Uma das dezenas de iniciativas da companhia na área ambiental é a distribuição de placas de energia solar.
Em 2006, a empresa instalou 1.280 placas que convertem energia solar em eletricidade na zona rural de Minas Gerais e, dessa forma, conseguiu levar energia elétrica para os vilarejos mais distantes sem custo para o consumidor.
Para tentar aplicar e gerir as iniciativas de sustentabilidade em todas as pontas de suas operações, a orientação da Cemig é de que cada diretor e gerente seja responsável por identificar as iniciativas verdes dentro de suas áreas. “Essa responsabilidade consta na descrição de funções de cada executivo aqui dentro”, diz Ricardo Prata, gerente da área de responsabilidade ambiental e social da Cemig.
Na esteira da política de racionalização de energia de toda a empresa, a área de TI substituiu a iluminação de mercúrio por lâmpadas de sódio, que é mais eficiente. A empresa não tem a medição da economia alcançada no data center, mas na iluminação pública, 58 mil pontos substituídos por sódio contabilizaram a economia de 18 mil MW/h em um ano.
TI Verde: Banco Real e Unilever
O caso da Cemig exemplifica bem o que vem acontecendo com a tecnologia das empresas mais ecologicamente engajadas do país. A área de TI adota medidas sustentáveis como reflexo da política corporativa.
“É cedo para falar em se ter um plano de governança em TI verde. As empresas ainda estão investigando o que pode ser feito nessa área”, diz Carlos Eduardo Corrêa da Fonseca, diretor de tecnologia da Febraban e executivo do Banco Real.
“Estamos com um programa global de levantamento de informações sobre a operação, os procedimentos e o consumo da área de TI pra montar uma política consistente de TI Verde. O Brasil está em sintonia com o que acontece no mundo, nesse aspecto. Este é o período de levantamento de dados em todas as operações dos 150 países em que estamos presentes”, diz Gonzalo Esposto, vice-presidente de TI Global Services para as Américas da Unilever.
Mas se TI Verde ainda é um braço da política de sustentabilidade das empresas, isso não quer dizer que as iniciativas que já existem não tenham reflexos importantes.
No Banco Real, o projeto batizado de Blade PC, de substituição de computadores, gerou economia de 62% de consumo de energia elétrica e de 75% de ar condicionado.
“A economia financeira projetada para o período de quatro anos, apenas para as operações de mesa e tesouraria do banco, é de 335,7 mil dólares”, diz Sérgio Constantini, CIO do Banco Real.
Na própria Unilever, empresa que investe em sustentabilidade há mais de dez anos, o programa de consolidação do parque de impressoras reduziu o número de equipamentos em 60% “Não temos os números fechados ainda, mas posso afirmar que o volume de impressão caiu drasticamente”, diz Esposto.







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